sexta-feira, 20 de junho de 2008

Vai arrancar o Congresso do PSD: vamos lá estar em força, para acompanhar a evolução na continuidade


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

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O homem mais pobre de Portugal

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Imagem do KAOS
Agora, que está a passar a Lua Cheia, e já não me vejo na obrigação de andar, altas horas da noite, por Monsanto, de gatas e a uivar, comecei a prestar mais atenção à Realidade. Como bom Português, adoro os uivos que davam os descamisados, ao perceberem que tinham levado um coice no Santíssimo Tripé, e agora já só lhes restava a Goela da Mariza e os chichis da área de serviço de Fátima. E dêem-se por satisfeitos, porque no Darfur têm de sobreviver com muito menos...
Depois, vim por aí fora e -- já dei as voltas todas ao Yuoutube e não encontro -- como não havia noticiários, só parvoíces relacionadas com bolas e pontapés (Um parêntesis: parece que a Lógica do Tomem-um-Pedacinho também pegou no Futebol, e que realmente isto não é um país, mas uma Bandeira de Conveniência. Primeiro, vieram cá assinar o Tratado de Bilderberg, que não passa DISTO, deram-nos um chuto no cu, e foram-se embora, desembestando imediatamente as Bolsas na especulação sobre o preço do Petróleo e dos Alimentos, também conhecida por acordaram-um-dia-de-repente-e-descobriram-que-não-havia-tantos-recursos-para-tanta-gente, mas na véspera ainda havia, e o pior vai começar quando especularem sobre o preço da Água. Diz que os Japoneses já lançaram um carro a hidrogénio, ora o hidrogénio deve obter-se por electrólise da água, logo... é isso, embora o Buescu diga que não, o aumento do nível dos Oceanos vai levar a que se converta o excesso de água em hidrogénio, com enormes libertações de O (oxigénio) que vai ter sobre nós aquele efeito de "overdose" de quem se senta numa cadeira e respira fundo durante três minutos. É de cair para o lado: vamos passar a ter tudo gratuito, drogamo-nos com oxigénio, e como o oxigénio é um veneno, vamos ter as velhas a caírem para o lado, com um último "ai-nossa-senhora-me-valha!..." o que vai reequilibrar novamente a Segurança Social, e poderemos voltar a organizar o Euro-2016, com mais cem estádios, um em cada uma das Juntas de Freguesia exemplares do País),
já me perdi...,
este país é exemplar em tudo, mas não é só aqui, parece que as bruxas proliferam por todo o lado, desta vez é um tal de Bob Janjuah, pelo nome, também de Etnia Judia, a anunciar que vai rever-se o "Crash" de 1929, nas Bolsas, em Setembro. Isto, mais o barril de petróleo a $150 US, no dia 4 de Julho, e o horrível atentado da Al-Hollywood-Qaeda, nos Jogos Olímpicos de Beijing, que vão manter os ânimos exaltados e revoltados durante o Verão, é o Triunfo das Bruxas: vai tudo ser excelente e maravilhoso, para nos fazer esquecer de que estamos rapidamente a caminho da "Silly Season". Por mim, até está bem, geralmente o tempo começa a piorar em Setembro e é da maneira que saio menos de casa, cada qual vive a vida como pode.
Para mim, uma água tónica e uma sandes de coirato chegam para sobreviver decentemente.
Depois, vinha num dos jornais sensacionalistas, acho que o "24 Horas" -- aquele que foi inventado para provar que o Carlos Cruz estava inocente, e depois derrapou para pior -- que andavam a investigar o Homem Mais Rico de Portugal. Acho mal, porque toda a gente sabe como ele chegou lá. Em contrapartida, deviam investigar o Homem Mais Pobre de Portugal, que ignoro quem seja, mas suponho que estaria lá um condensado de toda a nossa miserável História, desde os Ciclos do Pilhanço até ao Gamanço de Estado, de José Sócrates & Cia. limitada.
Acho que o Homem Mais Pobre de Portugal deveria ser uma sensação dos programas da manhã da TVI, e até podia ser apresentado ao Cláudio Ramos, já que pobreza não implica, necessariamente, pequenas matubas, e às vezes há grandes surpresas debaixo de braguilhas ranhosas. Maria de Lurdes Rodrigus, a que tem uma fenda no lugar da boca, até o poderia apoiar, para ver se lhe sacava um 100% de sucesso em Matemática, porque o Homem Mais Pobre de Portugal conhece a mais importante das Operações Aritméticas, a Subtracção, que é a linha única do seu "Curriculum Vitae".
Por mim, estou desejoso de que cheguem estes cataclismos todos: que Portugal perceba que os seus Meninos de Ouro foram a contribuição pontual para a Nova Salvífica do Neo-Cristianismo de Bilderberg. Haverá, para ti, endividado durante 70 anos, pobre, inculto e analfabeto, com sucesso nas Provas de Aferição, sempre a esperança de salvação de te tornares num Cristiano Ronaldo. Português comum, ouve-me, podes já ir treinando, andando de saltos altos, e pondo as tuas namoradas em brutas cenas de fufice, enquanto afagas a trombinha semi-rígida, na beira da piscina.
Asco.
Mais sinais de Bilderberg, depois de cá vir assinar o Sinistro Tratado e nos atirar para a periferia das inflações de preços (abençoada rasteira irlandesa...), foi ter criado o mito do Analfabetos dos Pés, e agora tirar-nos o tapete, mandando os Meninos de Oiro para fora, e para os caudais de dinheiro da Mafia Russa, entre outras, que não conheço todas, nem quero conhecer. (Até Cuba é agora séria...)Bem me basta ter de virar a cara, sempre que passo à porta do "Eleven", no Parque Eduardo VII.
O Ponto Final é uma coisa para a qual peço mesmo ajuda: toda a gente sabe que sou VISCERALMENTE anti-Obama. Hoje, ao zappar entre canais, como atrás referi, assisti a uma coisa que deveras me chocou, na CNN: naquelas faixas de transição -- suponho que se chamem "trailers" -- passava uma sequência rapidíssima de imagens, entre as quais, um porco negro, tipo o que está no perfil do nosso colaborador Mugabe, e quatro ou cinco imagens a seguir, a Campanha de Obama. Tenho alguns defeitos, um deles, o de Olho de Lince; o outro o de ter uma Cultura que ainda me permite identificar, numa fracção de segundo, uma imagem subliminar. Não gostei daquela imagem subliminar: estava num nível muitos furos abaixo daquele em que me movo.
Detesto Obama, o putativo Sócrates Americano, mas há limites para a vandalização e para os golpes baixos.
Vivemos numa época repugnante.

Carlos Cruz nunca teve contactos reais com ninguém: foi tudo irreal, surreal e paranormal


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quinta-feira, 19 de junho de 2008

É Hoje: vão-se reunir, para discutir o Jogo das Nossas Vidas

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Veja o vídeo e leya AQUI

Ministra sobre exames nacionais. Houveram???




“Gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país, muito pessimistas. O que acontece é que o país tem que estar sempre mal e os alunos ser sempre maus. Quando os resultados são, por si, maus e houveram??? fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova de que o país está mal”

MLR, (sic) in entrevista à SIC.

Será que Professora doutora Ministra da educação não sabe que não se diz houveram, mas houve??? Estavam a falar de quê? De exigência? Em português???

Se a virem por aí, deixem-lhe esta dica…

“O Verbo Haver

O verbo haver não tem somente o sentido de existir. Tem também o de ocorrer (caso em que também é impessoal): “Houve três acidentes em Camaçari”; o de obter, conseguir: “Ele espera haver o perdão do filho”; o de considerar, julgar, entender: “O árbitro houve por bem suspender a partida”; o de sair-se, comportar-se: “Ele se houve bem no concurso para juiz”. Pode ainda funcionar como auxiliar, na formação de tempos compostos: “Ela não havia feito o trabalho”.A forma houveram surge quando se emprega haver com qualquer sentido que não seja o de existir, ocorrer ou fazer (na indicação de fatos ligados ao tempo, fenômenos da natureza etc.): “Os sem-terras houveram do juiz a liminar”, / “Os funcionários houveram-se por bem encerrar a greve”, / “Os devedores houveram de me pagar”. Quando tem o sentido de existir, o verbo haver é impessoal, isto é, não tem sujeito e fica sempre na terceira pessoa do singular, em qualquer tempo ou modo. Assim, se dissermos: “Houve muitos festejos em louvar a São João”, houve é a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Note que o correto é: “Houve muitos festejos juninos”. (continua in http://hilltop.my1blog.com/o-verbo-haver/ )



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Exame local da miséria dos Exames Nacionais

Há dias em que estamos no lugar certo, no momento certo. Ontem, eu estava, aliás estava tanto que vou tentar ser brevíssimo. Para mim, um Exame Nacional não são os "Cantos", de Pound, ou o "Orlando Furioso", de Ariosto. Podem perfeitamente ler-se na diagonal, e imediatamente radiografar a imbecilidade que lá está, e a paupérrima mente que a eles presidiu. O Exame de Português devia ter pedido a imediata intervenção do Bimbo que falou do "Dia da Raça", já que nada faz mossa à Porteira que detém a Pasta da Educação. Para ela, como para o Patrão, tudo é igual, tudo são rosas, sucessos acumulados, gloriosos amanhãs que cantam, e que só não cantam já hoje, para a surpresa poder ser grande.
A surpresa vai ser grande, enorme, gigantesca, de aqui a 5, 10, 15 anos.
Do que vi, havia Camões, coitado do Camões, e aquela obsessiva relação que algumas mentes senis continuam a manter com o Canto IX, dos "Lusídas". Acham que para uma geração do "pólen", dos ácidos e do "ecstasy", umas gajas que vinham mostrar as mamas num qualquer litoral de uma África idealizada ainda lhes dão tesão. Não dão: hoje, as pitas rifam a virgindade aos 12 anos, e têm Ipods e Nokias com GPS, e praticam sexo anal, se for preciso irem virgens para o casamento. Punhetas com o "Canto IX", só mesmo para o vovô, que está com Parkinson, e mancha o sofá todo, quando se vem, porque os tremeliques da mão assim o querem, e permitem.
O resto era ainda pior. Não sei se vou trocar a ordem das coisas, mas havia o inenarrável Saramago -- esse não estava para morrer?... Dasse... -- não em pessoa, porque aquilo, literariamente, é mesmo uma merda. (Podem obter mais informação AQUI: já custou ao ortónimo, na Sociedade Portuguesa de Escritores, mais glória e misérias do que muita porcaria que se escreve por aí...) E como o Saramago não podia surgir, puseram um comentador (!) e pediam aos alunos para comentar o comentar (!), que era, nada mais, nada menos, do que Luiz Francisco Rebelo, um gajo sinistro, com mais suspeitas em cima do que o Pinto da Costa.
É bom que os adolescentes portugueses prestem Provas de Português sobre uma pessoa impoluta: sai a língua mais puta e dá à coisa ainda mais luta.
O final era, necessariamente, o Padre António Vieira, que, como já ninguém lê o original, devia ser comentado na pessoa de um dos seus comentadores "Mister Bean" (!), por acaso, também ex-Ministro do Desastre Deseducacional, e, hoje, à Cabeça do Tribunal de Contas. Dinheiro, rigor e favas contadas, pois.
Suponho que de tão brilhante prova saia uma geração ainda mais capacitada para o Português indispensável para o próximo Dia da Raça.
Raça que os parta.

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Andante senza moto

Sr. Sócrates, só deus sabe o desprezo que tenho por si, não enquanto político, porque até faz bem o seu papel: veste-se como aqueles fácies aflitivos e retardados do Interior sonham, desde as botas de Salazar, presta-se bem às anedotas, nas quais somos exímios, e tem conseguido manter este país razoavelmente no lugar que ocupa, desde que deixou de poder pilhar os outros povos. Pior do que o desprezo do homem público é o desprezo que sinto pelo homem humano, aliás, desumano, porque você parece feito de um poliestereno reles, reciclado e semi-rígido -- não não tome isto como uma insinuação sobre o seu pendor anal, estamos mesmo a falar de matéria consubstancial, como se diria no Primeiro Concílio de Niceia, o plástico, que, em si, é o plástico de si, que se revela Natureza, e prolonga em Acto -- um poliestereno que só consegue despertar piedade.
Hoje, à hora do Buzinão, como sempre, eu estava onde não devia, e até lhe vou dar alguns dados pessoais: estava sentado diante da Comadre -- acho que é assim que se diz -- do Cônsul do Dubai, em Londres, sim, imagine, para o que me haveria de dar hoje..., e ela debitava-me uns argumentos que não sei se servirão à E-Ko, se ao Pedroso: O Dubai, e Oman, assentam, até à extremidade do território Persa (e suponho que Afeganistão incluso), num gigantesco colchão de gás natural, que os que têm meios SUGAM, e os que não têm meios vêem sugado. Parece que ao ritmo de cada quarto de casa com ar condicionado, poderá durar 5 anos... O Dubai é uma espécie de Brave New World, onde coabitam as coisas mais estranhas do Mundo, desde as visitas reles do Hermann José e do "marido", ao tal hotel de 6 ******, que a miserável Torre Vasco da Gama, tenta imitar em Lisboa, até aos endinheirados, que lá vão fazer todas as porcarias que o Corão os inibe de fazer nos seus estados atrofiados e medievais, que Israel, de quando em vez, com a América pela mão, tenta atirar para a frente, enfim, para uma frente que só convém a alguns, mas que é, "malgré-tout", um "aggiornamento" forçado.
Não é isso que me traz aqui: Sr. Sócrates, conhecido nalguns meios, pouco letrados, pelo "Engenheiro", gostava de que o senhor tivesse visto o que eu vi hoje, à saída do Metro de Sete Rios. Eram dois rapazitos -- eu sou mau a dar idades -- talvez entre os 12 e os 14/15 anos, que não estavam mal vestidos, naquelas librés coloridas, que tentam imitar a Guarda Suiça, mas em vermelho, com uns emblemas de colégios inexistentes, não percebi bem se aquilo era Feira do Relógio, se uma relativa abundância bruscamente colapsada. Um deles passou por mim, mas como a Mariazinha bem sabe, das várias vezes que comigo se cruza, perto ex-Pavilhão do Rei D. Carlos, geralmente levo o telemóvel na orelha, não porque goste, mas porque, infelizmente, ultimamente tenho tido uma sequência de matérias bem graves para tentar gerir, em simultâneo, e nem ouvi o que me disse, excepto... "50 cêntimos". Depois de aquilo me ter ficado no subconsciente, olhei para trás, e confirmei que eram mesmo dois, erráticos, e zanzantes, e, quando desliguei, voltei a passar perto, para tentar perceber o que era. O mais velho, com um buço tipo o da Ministra da Saúde, pediu-me ajuda para comer, eu disse que já o amigo, irmão, suponho, o tinha feito, e acabei por dar 50 cêntimos a cada um (Faz cá falta a Allegra Geller do Carvalhido, para dizer que se deveria passar imediatamente a mão pelo botão direito do rato, e ler claramente que se tratava de Pedofilia...). Não, não era Pedofilia: era uma bota que não batia com a perdigota, como se aqueles dois tivessem sido subitamente deslocalizados de um determinado patamar socio-económico e lançados na realidade do País das Maravilhas do "Engenheiro". Ainda me virei para trás, com toda a gente a ver, porque, nisso, já nos comparamos com a Europa -- ninguém pára.... -- e acrescentei: espero que não me tenham estado a mentir.
Sr. Sócrates: gostava de que tivesse ficado ao meu lado, com o seu ar de pessoa sensível, universalmente reconhecido, e os tivesse visto contar as moedas que tinham na palma da mão, para as meterem naquelas máquinas frias, e impiedosas, que costumam caçar dinheiro, para, de facto, tirarem... dois bolos. Cá do alto, e o meu alto é relativo, porque é a exacta Distância Zen do Mundo, eu já estava com mais duas moedas na mão, caso as máquinas falhassem: há certas expectativas que é impossível deixar defraudar, e nós temos de ser, nesses minuciosos instantes, os pequenos deuses locais "ex-machina", que devem assegurar o regular funcionamento dos fatais pormenores invisíveis.
Sr. Sócrates, não pode imaginar o peso que sobre mim teve aquele vidro, que separava os putos dos seus pequenos objectos de prazer. Deixe que lhe diga que, para si, uma besta exaltada, hipócrita e amaricada, capaz de vender a alma ao diabo em prol de uma magra "carreira política", sempre com a mesma desgastada aparência do fato que quer passar por caro, e talvez seja, mas não o inibe de ter a mesma penca de saloio, do merceeiro da minha defunta vovó, nem o sotaque das brenhas, que mostra que frequentou pouco as grandiloquências das vozes graves dos nossos poetas, Sr. Sócrates, até por isso gostaria de que tivesse estado ali, pudesse ter visto a minha camisa de linho azul, com 7 000 km de viagem, e que, como os seus fatos -- vamos a medições, cão, por cão, cão e meio... -- daria, pelo valor, para esvaziar a vitrina inteira. Eu sei que um pensamento destes nunca lhe passaria pela cabeça, nem a si, nem a mim, mas hoje passou-me mesmo, pelo meu remorso pessoal, da facilidade com que eu satisfaço um capricho e que levou a que aqueles putos-do-deus-dará tivessem de andar a contar cêntimos, para poderem cumprir um pequeno sonho. Para si, não há pequenos sonhos, há pesadelos extensíveis e retrógrados, que insistem em ter o rosto das centésimas, mas tudo isso é falso: a infelicidade que o Sr. conseguiu, nos seus três miseráveis anos de Governo, estender a uma população inteira é indescritível, e não tem fronteiras nem perdão... e, ah, sim, não se vá já embora, porque que ainda lhe quero contar o resto... Depois de cumprido o pequeno milagre, aqueles filhos dos homens, ora condenados a serem sombra de gente, avançaram para mais um acto do Enorme Descampado em que o quotidiano se lhes tornou, erraticamente quebrado o galho do mundo frágil em que teriam vivido. Se quer que lhes diga, na manhã deste Buzinão, algo deve ter colapsado irremediavelmente no seu pequeno mundo, e os pais, que, na véspera ainda poderiam ter cumprido o ritual dos pólos de marca, talvez tenham deixado cair a brutal sentença do "hoje não temos mais dinheiro para vos dar...", vá, eu sei que dói, mas oiço ainda o resto: depois do bolo, passaram pelo café da esquina, onde pára o homem comum, e pediram, cada um, um copo de água, e -- eu vi! -- pediram à brasileirita do balcão, se podiam despejar lá dentro um dos pacotes de açúcar do café (!), e despejaram, e beberam. Como sabe, isso faz bastante mal à saúde. Brevemente irão fazer as Provas do 9º Ano, onde a execrável Bruxa que você insiste em chamar de Ministra tanto aposta, e irão ter o sucesso que se imagina, como, brevemente, estarão aptos a utilizar todos os quadros interactivos do mundo, e a comunicar a Realidade por teoremas e estrofes de Camões. Não era esse todavia o rumo do resto do seu dia: com a casa destroçada, todo o Mundo se lhes tornava numa Rota de São Brandão, e avançaram, quaisquer navegadores da Terra Incógnita, para afrontar a barreira seguinte, porque, para aqueles que nada têm, tudo é, subitamente BARREIRA, e atravessaram a cancela do Metro, muito colados a alguém que tinha enfiado o bilhete na ranhura... Do outro lado, já se erguia o olhar severo da vigilante, porque, neste país execrável que você construiu, há uma metade que sofre e outra metade que vigia, e pune, os que sofrem. Ainda parei, não fosse a funcionária interpelá-los, e eu ter de interpor a caução de cobrir mais aqueles bilhetes na direcção de um qualquer Desconhecido.
Gostava de que tivesse estado ao meu lado, Sr. Sócrates. Perdi, ou ganhei, como queira, nisto tudo, meia hora do meu fim de dia, e fi-lo friamente, nada comparável com aquele seu esgar de comoção, que acompanhou a assinatura, nos Jerónimos, com a outra tarada a gemer, desafinada, daquele texto, tão importante para a sua "carreira política".
Deixe que lhe diga que eu, refinadíssimo filho da puta, que por si nutre a maior indiferença política, e o maior desprezo, enquanto nascíturo humano, é por estas e outras coisas que ainda me animo a escrever aqui, diariamente, todas as provocações, e vos marco, com selo de fogo, toda a indignidade da vossa imensa agonia, a que chamam "governação". Isto Sr. Sócrates, era taõ-só uma pequena amostra urbana do gigantesco desastre para que conduziram Portugal.
Gostaria de que tivesse assistido a isto comigo, o Sr., no seu "Armani", eu, na minha caríssima "Richard's", com a diefrença de que você talvez não tivesse visto nada, e eu estivesse, com a minha pena, a grafar-lhe já um sinistro epitáfio: "Esta é a minha ditosa Pátria, diariamente em ti vaiada..."

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The Clash London Calling Video (excellent sound quality) Ouvir alto e em bom som...

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O Zé faz tanta falta aos jardins de Lisboa como o Zé "Sócras" à Europa


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O Sá Fernandes foi finalmente censurado, mas as verdadeiras razões da Censura estão AQUI

terça-feira, 17 de junho de 2008

nostalgia para um nocturno



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O BUZINÃO

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segunda-feira, 16 de junho de 2008



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Nota Edibloguetorial - Mehr Licht

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Na sequência da nossa enorme Odisseia Blogosférica, já passámos por tudo: Glória, Mesquinhez, Censuras e Misérias, Momentos Inigualáveis. Não saberemos de quem era a mão, ou se foi só uma mão ou mãozinha, que, usando e abusando de os sistemas informáticos serem completamente cegos, resolveu censurar, uma vez, o que escrevíamos. Já antes ameaçara denunciar-nos (!), por "conteúdos criminosos" (!), que é aquilo que mais temos, como é publicamente sabido... Depois, como a coisa não deu, resolveu sabotar o sistema "Twingly", já que assim com o "Público" gosta de ver citadas as suas notícias, também simpaticamente resolveu associar às suas notícias os Blogues que as comentavam. Mais uma vez a mãozinha, ou mãozinhas, resolveram carregar no botão do "alerta", destruindo a interactividade e a saudável comunhão intelectual Blogosfera/Jornais Virtuais.
Há gente, em Portugal, que continua a ter, dentro de si, uma réplica do Maior Português de Sempre, e deve ser por isso que nos tornámos no Estado mais avançado da Europa... Europa?... Do Mundo!...
Como estamos, decididamente, noutra, está aberto o "THE TWINGLY BRAGANZA MOTHERS", que podem adicionar aos vossos apontadores, e onde poremos, em duplicado, ou com a respectiva hiperligação, todos os textos que julgarmos relevantes, para aparecerem na listagem dos Blogues que comentam a Boa Informação, que, felizmente, também a há.
Para as "mãozinhas", avisamos que é fácil repetir a abertura de um blogue, tão fácil que se haverão de cansar. Criem, em vez de censurar, para ver se fundamos um país melhor para todos, sem o seu crónico "deficit" de Cidadania. Como diz um amigo meu, o melhor que podemos desejar a essas "mãozinhas" é a gangrena do Tempo.
A todos os nossos colaboradores se pede que enviem, para o email da Administração Licenciada1996@gmail.com os seus pedidos de adesão à postagem no novo blogue. Em seguida, sempre que comentarem uma notícia do "Público", deverão cumprir os procedimentos AQUI expostos (colocar a hiperligação do texto, e fazer "ping"), de modo a que o fruto do vosso trabalho venha justamente referenciado no "Público", e atraia, quer para os bons profissionais de lá, quer para os de cá, os melhores leitores.
Bom trabalho.

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domingo, 15 de junho de 2008

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